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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Super bolo de chocolate

Bolo simples de chocolate, coisa linda!


É só seguir a receita padrão, acrescentando uma colher de sopa a mais de margarina, e substituir as 150ml de leite por 200ml de Nescau (aqueles pacotinhos que já vem pronto). Não deixe passar o tempo de forno sugerido na receita, e tá pronto!

A execução foi da Liliane.

Se quiser dar um grau, só fazer um brigadeiro mole e jogar por cima.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Receita: Fondue Simples de Queijo

É difícil não gostar de fondue de queijo, certo? Aquele pãozinho torrado, a consistência do queijo... Mas prepará-lo, usando as receitas tradicionais, exige algum empenho e cuidado: não é difícil transformar tudo numa grande bola de queijo. Sem contar que o valor, dependendo dos queijos empregados, pode ficar meio “salgado” demais.

Aqui vai uma receita bastante simples de fondue, que bolei para uma reunião de amigos. Apenas 10 minutinhos de preparo, sem nenhuma dificuldade, e um preço bem interessante.

Rendimento:

Duas pessoas, bem servido.

Ingredientes:

- 2 copos de requeijão (200gr / copo) comum, não light;

- 200gr de Gruyere;

- 1 dente de alho;

- 1 pão italiano grande ou um pacote de bisnaguinhas.

Preparo:

Rale todo o queijo num ralador grosso e coloque numa panela qualquer, de preferência antiaderente, e acrescente o requeijão. Coloque também o alho, descascado, inteiro. Aqueça em fogo médio, e misture até ficar uma massa homogênea, cuidando para nunca levantar fervura. Retire o alho de dentro da panela e está pronto!

Caso você não vá utilizar um rechaud para manter aquecido, recomendo o uso de uma panela grossa, de vidro, barro ou aquelas antigas de ferro fundido, pois estas conservarão a temperatura por mais tempo. À medida que o fondue esfria ele se torna mais espesso...

Viu como é simples? Com essa proporção de queijo / requeijão, a consistência irá ficar perfeita. Você pode também experimentar outros queijos, no entanto, dependendo da cura do queijo escolhido a consistência talvez não fique ideal, neste caso, basta acrescentar mais queijo, para engrossar, ou uma colherzinha de sopa de conhaque, para diluir. Vinho branco também pode ser usado, 100 ml tem um resultado similar a uma colher de sopa de conhaque, no entanto, com mais sabor.

Para molhar no fondue, o mais clássico é usar pão italiano, basta cortá-lo em cubos. Se preferir, ou se não encontrar pão italiano, aquelas bisnaguinhas de pacote ficam muito boas também! Basta cortá-las em fatias, dispor numa assadeira com um fio de azeite e – opcionalmente – orégano e colocar por cinco minutos no forno já pré-aquecido na máxima temperatura ou até dourar.

Coisa linda!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Guia de Compra de Vinhos: até R$15,00

Sim, nessa faixa de preço é difícil encontrar um vinho interessante, bastante difícil. Mas após longos períodos de falta de fartura, tive a oportunidade de provar praticamente todos vinhos dessa faixa de valor, disponíveis nos supermercados de Joinville. E não é que consegui encontrar alguns interessantes?

A grande estrela da categoria é o Caballo Negro, chileno, 2008, graduação alcoólica alta – 14° – estrutura média, coloração forte: roxo-opaco, ao nariz praticamente passa despercebido, no entanto, na boca é bastante persistente com notas amadeiradas, devido à breve passagem por carvalho, que lhe confere um aspecto de reserva.

O grande problema dele, que é praticamente unanimidade ente os vinhos de baixo valor, é a acidez. Não aconselho você a tomar esse vinho sem no mínimo 10 minutos num decanter.

Este vinho é disponível nas variedades Merlot, Cabernet Sauvignom e Carmennere, recomendo este último por ser a uva expoente do Chile, onde o Cabalo Negro mais se destaca.

Uma última opinião: incrivelmente encorpado pelo valor, na realidade, o único encorpado nessa categoria, dentro aqueles que experimentei.

Mas se o contexto é outro, e você quer um vinho mais leve, frutado e tipicamente jovem, experimente o nacional Miolo Terranova Shiraz. Vinho bastante jovem e bruto, aroma frutado, sugerindo frutas vermelhas, e sabor simples, embora agradável. Novamente, não esqueça de decantá-lo: boa parte da acidez dá lugar a uma maior complexidade.

Observação: O Caballo Negro da foto é o Reserva, que custa cerca de R$19,00 e tem pouquíssima diferença de qualidade em relação ao normal, de R$15,00, que não encontrei foto, no entanto, o rótulo é praticamente o mesmo a não ser pela ausência da inscrição “Reseva”.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Degustando vinho

Outono e o frio batendo na porta: inicia-se a época do ano cujo consumo de vinho é mais propício.

Durante os próximos meses pretendo criar uma categoria específica sobre o assunto, e nada melhor do que começar com dicas de degustação.

Penso que todos que apreciam vinho, em especial quem não pode comprar vinhos top sempre, sente alguma dificuldade em comparar vinhos. Não digo tomar dois vinhos na mesma noite e definir o melhor: isso é fácil. O problema é conseguir se lembrar de um vinho que tomamos há um mês e compará-lo com o que está na nossa taça agora.

Para conseguir comparar vinhos, o essencial é conseguir analisá-lo sobre determinados aspectos, características fáceis de perceber e avaliar.

Vou falar um pouco sobre essas características essenciais do vinho - métricas - mas não usarei as expressões e conhecimentos formais sobre o assunto, como os utilizados pelos sommeliers e entendidos do assunto. Limitarei-me a algo mais informal: minha própria experiência. Aconselho, inclusive, você a fazer o mesmo: não se preocupe com os jargões bonitos e complexos empregados pela mídia, tome vinho e, se desejar analisá-lo, use conceitos que funcionem para você!

Abaixo segue uma lista com as principais características que percebo e me baseio para mensurar a qualidade de um vinho:

1. Corpo / estrutura

2. Acidez

3. Características específicas

O corpo é o "peso" do vinho, a sua percepção de estrutura dele. Um vinho com pouco corpo é aquele cuja sensação é de uma bebida "aguada". Essa característica, obviamente, pode ser percebida através do paladar. Mas outro sentido que nos ajuda bastante, principalmente caso se deseje comparar dois vinhos, é usar a visão: incline a taça, coloque-a frente um fundo branco, e analise a passagem de luz e coloração do vinho. Quanto mais encorpado, mais escura sua cor ficará e menos você conseguirá ver do fundo nas bordas. A coloração também muda, quanto mais envelhecido o vinho for, mais próximo escuro e marron ele se tornará. Outro truque é analisar as “lágrimas”: agite a taça, em círculos, para o vinho molhar a parte superior da taça, depois pare e analise como o vinho “escorre”. Quanto mais álcool e açúcar o vinho conter, mais “oleosa” ficará essa lágrima. É importante, no entanto, não julgar o corpo de um vinho pela quantidade de álcoo: a estrutura do vinho é formada por várias características, como envelhecimento, qualidade e espécie da uva e etc., a quantidade de álcool é apenas um dos atributos.

Observe que para ser um bom vinho, este não precisa necessariamente ser encorpado: a ocasiões que pedem vinhos leves, como calor, momento... Vinhos brancos e jovens, por exemplo, podem tranquilamente ser leves e mesmo assim ótimos.

A acidez é outro fator importantíssimo num vinho. Ela é percebida através da degustação e do aroma. Em vinhos de baixo custo, é comum a acidez ser muito grande, o que prejudica bastante o sabor. Nesses casos, uma dica é “decantar” o vinho: deixá-lo respirar por uns 15 minutos antes do consumo. Só um cuidado: se o vinho respirar por muito tempo, ele perderá uma boa parte do álcool, o que o afetará negativamente. E em casos mais extremo, este pode oxidar, “virar vinagre”.

A acidez, no entanto, é desejada: mas claro, em razão harmoniosa, que não prejudique o paladar.

Singularidades... É aí que está o fator decisivo. Essa característica é abstrata, não é possível definir atributos para medida, como no caso do corpo. Essas características únicas de um vinho podem ser as mais variadas: desde um aroma leve de baunilha, causado pelo envelhecimento em carvalho, um sabor mais adocicado e frutado, característica de um vinho jovem... Aqui é onde a poesia começa. Sinta bem o aroma do vinho, tentando identificar notas características. Tome o vinho, mantenha-o na boca por alguns instantes antes de ingerir e novamente observe com cuidado os sabores peculiares que podem surgir.

Essa é o momento onde diferenciamos um bom vinho de um excelente vinho. O vinho precisa ter vida própria, ser único. Um vinho que é ácido na medida certa, bastante encorpado, pode não agradar caso não tenha nada de diferente. Pra mim, aqui está o maior prazer em tomar vinho: esses sabores escondidos, “taninos”. Esse conjunto de sabores e aromas é denominado bouquet. Note que o bouquet também evolui ao decantar um vinho, principalmente aqueles mais envelhecidos.

Um fator bastante abstrato também é o equilíbrio: é errado afirmar que quanto mais encorpado um vinho for, por exemplo, melhor ele é: é necessário haver equilíbrio entre todas as características!

Só cuide para não se tornar demasiadamente detalhista ou poético nos comentários, pois a linha que separa os enófilos dos enochatos é tênue!

Caso deseje informações mais aprofundadas e acadêmicas sobre degustação, recomendo esse guia: http://www.academiadovinho.com.br/degustacao.php

segunda-feira, 23 de março de 2009

Medalhões de Mignom com Imitação de Caesar Salad e Batatas Recheadas!


Quer fazer uma janta especial para seu amor, algo que impressione, mas que seja saudável e razoavelmente rápido de se preparar? Eu estava exatamente nessa sinuca, com apenas uma hora para preparar algo, de regime (ou seja, nada de pedir pizza) e louco pra tomar vinho!

Resolvi fazer algo diferente, pegando ingredientes ao acaso e resultou no prato abaixo. Foi prático de preparar e agradou muito a minha princesa!

Ingredientes:
Molho do Mignom e recheio das batatas:
- 2/3 de um copo de requeijão;
- 150gr de queijo gruyere;
- Um dente de alho;

Salada:
- +- 8 folhas de alface crespa;
- 1/2 pimentão amarelo ou vermelho;
- 1 cenoura ralada;
- +- 4 folhas de repolho roxo;
- 100gr de parmesão ralado;
- 50gr croutons;
- sal;
- pimenta do reino;
- azeite de oliva;

Batata:
- 2 batadas médias;

Mignom:
- 400gr de filé mignom;

Preparação

Mignom:
Enrole a peça de filé mignom em microfilme, colocando bastante força, a fim de torná-lo bastante cilíndrico. Deixe descansar, na geladeira, por cerca de meia hora. Agora corte o mignom em pedaços de cerca de três dedos de espessura, ainda com o filme, sempre contra as fibras da carne, a fim de ter medalhões.

Esse primeiro passo - aliás, chato - é necessário pros medalhões ficarem realmente redondos. Caso esteja com pressa, pode pular essa etapa.

Retire o filme plástico apenas antes de levar ao forno. Salgue com sal fino, uma pitadinha de cada lado e dos lados, nada de exageros. Leve ao forno pré-aquecido em fogo médio/baixo - 180° - por cerca de 15 minutos ou até que as fibras comecem a se separar nos cantos.

Tente sincronizar para a carne ficar pronta quando todo o resto já estiver montado.

Batata:
Lave as batatas e cozinhe, sem rancar a pele, até o garfo perfurar com facilidade.

Salada:
Após lavar bem, rale a cenoura e corte em tirinhas bem finas os demais vegetais, lembrando de tirar o "miolo" do pimentão. Misture tudo numa travessa, acrescente o queijo, de preferência parmesão em pedaço, e não aqueles farelos que compramos em pó, coloque a pimenta e sal a gosto, e por último o azeite de oliva - cerca de duas colheres de sopa. Misture bem e reserve.

Não misture os croutons ainda, do contrário eles ficarão murchos até o prato ser servido. Caso não encontre croutons prontos no mercado, você pode fazê-los em casa. Uma boa pedida é usar bisnaguinhas: deixe-as em migalhas, tempere com orégano, pimenta, etc, e leve ao forno em temperatura média até torrar. Caso você queira que fique torrado por fora e macio por dentro, coloque o forno no máximo.

Molho:
Rale o queijo. Coloque numa panela junto com o requeijão e o dente de alho - inteiro e sem casca - e misture em fogo baixo até a massa ficar homogênea. Se ficar sem mecher, queima o fundo bem rápido! Jogue fora o dente de alho, e reserve.

Essa receita de molho, inclusive, fica bem boa pra se fazer um fondue simples e barato, mas que impõe respeito. Use sempre a medida de 100gr de queijo pra 100gr de requeijão, e nunca use requeijão light nem queijo de baixa qualidade.

Montando o prato

Primeiro coloque a salada, num formato tipo de meia lua, num prato raso, ocupando uns 30% da área. Corte as batatas ao meio, e coloque um monte do molho sobre elas - não se esqueça de deixar um pouco do molho para cobrir o mignom. Coloque os medalhçoes e cubra com o que sobrou do molho. Por último, cubra a salada com os croutons.

Esse prato harmoniza muito bem com um tinto de corpo médio.

Bom apetite!!

Obs: Nas fotos o molho está laranja porque eu só tinha requeijão sabor cheddar em casa. Recomendo o requeijão normal, o cheddar ficou muito forte.